Com meu segundo namorado fiquei por alguns meses também.

Eu havia me apaixonado por uma amiga da escola, tinha mudado de período para não encontrar com ela e tentei seguir em frente sem mais dramas, daí conheci esse cara, mais velho. Foi quando fiz minha primeira tatuagem, ele era tatuador.
No começo não nos demos bem na cama mas, sexo é questão de prática então começamos a praticar, com muito dialogo e horas intensivas de aprendizado.
Ele sabia que eu sentia o maior tesão por mulheres mas, também sabia que eu estava magoada com isso.
Eu me considerava livre e feliz apenas.
E tudo o que eu precisava era transar.
Eram todas as posições possíveis, videos e a casa só pra gente. Os pais dele viajavam bastante e a casa era grande.
Desde meu primeiro namorado eu peguei pavor por oral em mim. Simplesmente não curtia barbas e bigodes na minha boceta.
Então eu queria mais era foder, até não aguentar mais.
Ele tentava de tudo pra me fazer gozar.

Teve um dia que eu peguei a mão dele e levei direto para o meu pescoço.
Enquanto ele me fodia eu sentia a pressão na falta de ar, era como o paraíso, quanto mais ele me apertava e me fodia mais eu ficava molhada, e eu forçava a mão dele a cada vez por mais força, até que acordei e não entendi o que tinha acontecido.
Eu desmaiei por segundos pela falta de ar.
Ele se assustou tanto que jurou que nunca mais iriamos fazer isso.

Eu toquei no assunto sobre o sexo a três e, não era possível! Ele também tinha ciumes e não pensava na possibilidade.
Eu lembrava da P. as vezes, que foi a menina que me apaixonei antes de conhece lo, pensava nela e já ficava molhada e com o coração despedaçado.

Um dia passei minha mão pelo corpo dele inteiro, como exploradora.
Notei algo que penso até hoje.
Peitos são um tesão! Aquele peitoral masculino não me atrai.
E foi ai que eu percebi que não tinha o prazer que eu queria ter, que eu sentia.
Ele queria casar comigo e eu me apavorei com o fato de não poder ficar com ninguém nunca mais, nunca ter o prazer de chupar uma boceta.
Fui percebendo ironicamente que algo faltava. E para ajudar percebi que ainda era apaixonada por ela.

Terminamos.

Ele era doente e possessivo.
Não permitiu nosso termino, me ameaçou.
Ele morria de ciumes de mim, com homens e mulheres e no momento que terminamos ele jurou que ia matar meus melhores amigos. Ele jurava que eu tinha um caso com uma amiga minha e que meu melhor amigo queria me comer.
Eu não tinha um caso com a minha amiga embora ja tivesse desejado ela mas, isso foi depois de namorar com ele. Entre tando futuramente iria descobrir que meu melhor amigo realmente queria me comer.
Fiquei com medo por muito tempo, de que ele aparecesse, ele deixou claro que sabia meus horários e endereços.
Quando comecei a flertar com uma menina na escola, tive que contar para minha mãe sobre as ameaças pois fiquei com medo dele saber que estava com uma menina e ficar mais furioso ainda. Ele era mais velho e se drogava até não poder mais. Nunca na minha presença com exceção de muitos baseados.
Minha mãe deu um jeito de falar com ele, acho que percebendo como ele estava sendo Cuzão ele se afastou. Nunca mais ouvi falar dele.

Eu nunca fui de olhar os homens na rua nem ficar comentando com as meninas, o que eu queria era transar e ponto.
Não via necessidade de ficar em cima de ninguém, nem vontade.

Achava que eu era bipolar pois eu era fiel, não olhava para nada na rua, nem desejava ninguém, só transar.
Mas, na realidade eu olhava para mulheres, acontece que era algo tão natural que eu não via maldade mas, minha boceta ficava molhada em segundos.

Eu cresci numa família que tem a mente muito aberta.
Minha mãe, minha avó, minha bisa vó e por fim minha tia só falavam besteira o dia todo e quando minhas amigas iam lá, daí esquece!
Eu ligava a TV e ignorava os comentários diversos sobre paus.
Minha mãe é uma figura!
Eu cresci numa “liberdade sexual Hetero”, nunca foi cogitado que eu pudesse ter outra sexualidade e eu achava que as vontades que eu sentia era fetiche e só!
Quando minha mãe leu meu diário sobre ficar com uma menina, eu afoguei aquilo em mim.
Eu falava como se fosse a pessoa mais esclarecida do mundo mas sofria por dentro.
Não sabia quem eu era.
Sentia a pressão da hipocrisia da minha mãe quando recebia meus amigos Gays em casa e como me reprovaria por ser também. Eu nunca tive medo dela por que sempre fomos amigas mas eu estava confusa e não achava necessário me expor, eram meus sentimentos.
Pode não parecer pois, hoje minha familial e eu somos muito tranquilos quanto minha sexualidade mas foi difícil.

Por fim, toda essa agonia e essa sensação de me sentir perdida quanto minha sexualidade e a pressão de ser alguém que eu não sou, imposta desde criança acabou.

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