No começo do ano percebi que precisava de ajuda. E antes de pedir ajuda de verdade comecei a pesquisar e ler matérias. A matéria mais completa e humana que encontrei foi a da revista Marie Claire.

O título é: Eu, Leitora: “Sofro de ninfomania, e sou fiel”.

O titulo já foi incrível pois todos estão acostumados a ligar a ninfomania como algo totalmente positivo e relacionar com promiscuidade apenas.

Geralmente quando você se da conta de que é ninfomaníaca é por que esse fato está te atrapalhando de alguma forma. Perceber isso fez eu entender varias das minhas atitudes, histórias e sentimentos. 

De qualquer forma, me identifiquei muito com o texto. Enviei o link para dua pessoas apenas. Uma amiga muito queria e minha namorada. Ambas disseram que era como se eu tivesse escrito e mudado algumas partes para não ser reconhecida

“Ela sentia tanta falta de transar que não conseguia trabalhar, se masturbava cinco vezes ao dia e pensava em traí-lo. Ninfomaníaca, Renata precisou de terapia e remédios psiquiátricos para se controlar.”

“Sempre fui bastante interessada por sexo. Era precoce em relação às meninas da minha idade. Aos 12 anos, já adorava ler contos eróticos pela internet. Minhas amigas sequer entendiam do que eu estava falando quando tentava conversar sobre masturbação.”

Essas duas frases me confortaram de uma forma maravilhosa. Eu me sentia da mesma forma.

“Minhas amigas não eram como eu, mas achava que elas eram reprimidas, envergonhadas”.

Foi como se estivesse lendo algo meu mesmo.

“Chegava a explodir, questionava, grosseiramente, porque a gente namorava, se ele não dava conta de mim.”

Tive uma namorada que eu tenho quase certeza que era o oposto de mim. Ela era assexuada e falo isso de forma séria. Ficava me perguntando como ela poderia ter aqueles peitos tão grandes e eu nao poder usá los como gostaria haha. No começo como me achava inexperiente com mulheres, ainda me sentia insegura, no começo foi bacana chegamos a transar por 12 horas seguidas com paradas apenas para fazer xixi e comer duas barras de chocolate ao lado da cama e beber água. Eu tava tentando entender como era já que só tinha ficado mesmo com uma menina que foi minha primeira namorada e que era meio travada em ser flexível com a sexualidade dela, ela queria bancar a ativa para sempre. Namorando com outra menina que não se limitasse a ser ativa fiquei empolgadíssima, pensando que finalmente saberia como é estar do outro lado da moeda mas, não foi bem assim. Com o tempo eu queria matá – la. De verdade, eu queria estrangular aquele pescoço, queria fincar uma faca ou talvez jogá la da escada. Comecei a cobrar o sexo primeiramente  em tom de brincadeira e ela acabou acostumada com o fato de eu reclamar da falta de sexo e ela ria dela mesma. Isso começou a me deixar mais brava e então teve um dia que assim que deitamos na cama e ela virou de costas pra mim esfregando na minha cara que iria dormir mesmo, eu respirei fundo e disse:

“Acho que devemos transar com outras pessoas!”

Pra quê eu disse aquilo? Eu gostava bastante dela mas, eu não me aguentei.

Ela não respondeu, o silêncio tomou conta e ouvi ela chorando baixinho.

Tentei reverter a situação, conversei com ela mas, com ela ou com outros sempre que eu PRECISO de sexo, parece que eu ficou sem controle, tomada por aquela necessidade e o amor é a ultima coisa que penso, eu quero aquilo e pronto.

 

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