Meu relacionamento atual é o mais longo que consegui na vida, estamos juntas por 1 ano e 4 meses.

Nunca consegui ficar com a mesma pessoa por mais de alguns meses.
E foi num período relativamente bom que percebi que eu era compulsiva.
 
Se perguntarem sobre mim para meus amigos alguns deles dirão que eu sou um cara e outros dirão que sou sou uma Lady.
Sempre tive amigos de todos os tipos e cantos. Meninos e meninas.
Mas, por volta dos meus 15 anos eu conheci C. meu melhor amigo. Andávamos eu e mais 8 meninos, sentávamos no fundo da sala. Eu costumava assistir videos de pornô bizarros que rolavam de um celular para o outro enquanto os meninos jogavam poker.
Eu sempre me vi livre, tentei prolongar essa sensação de liberdade até onde eu pude. Então sempre falava abertamente sobre qualquer coisa, não tinha tabus sexuais. 
Ficava no corredor das salas que davam para o pátio da escola observando os decotes alheios, por que visto de cima é muito mais vantajoso! 
Não conseguia entender as frescurinhas e tabus de outras meninas. Gostava de causar, de falar o que queria, rabiscar figuras pornográficas nas paredes. E eu era muito bem aceita pelos meninos, pois, com a nossa sociedade machista a maioria deles vai falar pra caralho de mulher se você der a deixa, mesmo que não fizesse naturalmente, não vão julgar sua liberdade, pois é essa a liberdade deles, como homens criados por pais padronizados. Além de não ligarem se eu falar que eu precisava muito cagar!
Entretanto me identificava com as reprimidas da escola que não sabiam lidar com sua sexualidade, pois eu mostrava que era algo normal.
Eu tinha uma amiga que era da Igreja mas, ela era muito agradável mesmo sendo de uma igreja tão fechada. Falávamos de sexo o dia inteiro. 
 
Um dia fizemos uma competição para saber quem dos meninos tinha o pau maior e eu colheria as informações. Depois que vi a primeira foto do R. declarei o vencedor!
Eu já tinha visto paus suficientes para saber que aquele era  muito grande! Ainda mais para a idade dele.
Anos atrás, quando eu parei de me masturbar no quarto o dia inteiro e me mudei para um apartamento cheio de gente comecei a aflorar minhas pesquisas e aguçar minha curiosidade.
 
Meu primeiro beijo foi com um menino que tinha mais medo que eu! Foi ruim, cheio de saliva e sem graça.
Corri, subi a escada do prédio para contar pra minha mãe!
Ela me olhou com ar de preocupação, respirou fundo, e com um sorriso acolhedor falou “Que legal, seu primeiro beijo!”.
E então achei que tinha que beijar de novo, afinal não consegui aprender direito! Não era possível que beijar era a quela desgraça!
Meu condomínio era infestado de crianças em todos os blocos e partes do parquinho, eu tinha 9 anos e pensava que tinha 18!
Todos eram mais ou menos amigos de todos. E quando os pais das minhas amigas chegavam do trabalho e elas não podiam descer para brincar por que era muito tarde, eu ia pra casa, jantava e ficava a noite toda no pátio com os meninos e as vezes com uma amiga.
Eu era deslocada pois nunca sabia se era “um deles” ou não.
Mas, eu queria amar, queria prazer… Então quando fiquei com meu melhor amigo de infância o S. os meninos perguntaram como tinha sido. Na hora falei que foi bom mas, esperava mais e eles questionaram o que mais. Então expliquei que o beijo era mecânico que precisava senti lo…
Eles ficaram chocados com a minha declaração e correram conversar com ele, explicando pra ele aproveitar mais.
Comecei a partir daí entender como funcionava mãos alheias te dando prazer em vez das suas.
Ensinei todos os meninos como as coisas são com as meninas.
Conversávamos por horas sobre sexualidade de uma forma meio inocente. Eles contavam como era com eles, pra gozar e as sensações e eu contava como era comigo.
Geralmente eu conversava com esse melhor amigo que eu ficava, sobre coisas de criança, sobre meu dia a dia e com um outro amigo que gostava da minha melhor amiga sobre as outras coisas.
Foi com esse amigo o D. que perdi minha virgindade aos 15 anos mas, isso já é outra história.
Senti que podia ser como minhas amigas.
Comecei a tentar me diferenciar dos meninos.
Não conseguia. 
Até os 15 anos eu ouvia eles me dizendo que pra eles eu era um cara.
Eles queriam minha sabedoria com as minhas amigas.
Mas não se importavam que eu mostrasse pra eles também.
Hoje em dia é estranho olhar alguns deles que ja não moram mais la e pensar que o pau deles já esteve nas minhas mãos.
Espero que tenham crescido haha.
 
Ao mesmo tempo eu tinha minhas melhores amigas que não entendiam dessas coisas e nem queriam.
Cresci assim, solta.
Uma menininha fofa que só fala merda. Confuso para alguns.
Então me sentia a vontade com meus melhores amigos.
Os últimos anos da escola foram demais!
Aprontamos, rimos, aproveitamos e sem mais curiosidade. Já conhecia bem as coisas e adorava a amizade deles.
Eu sempre fui curiosa, impulsiva e carente.Comecei a ver pornografia com uns 8 anos.
Aos 16 eu sabia chupar um pau muito bem com as mãos nas costas.
Mas, eu não sabia tudo!
Eu via videos de mulheres e ficava molhada.
Eu não tinha tesão por minhas amiguinhas na infância mas adorava ver as mais velhas na internet discada que demorava pra pegar.
Eu sentia uma atração muito forte por uma amiga na sexta série, que foi minha experiência traumatizante com a escola particular.
Eu joguei isso na cara dela uma vez e ela desconversou educadamente e sutilmente então nunca mais toquei no assunto. Nunca tocava no assunto com ninguém, nem com as minhas melhores amigas.
Mas a vida segue e eu saí da aba delas e conheci outras meninas.
 
Achei que eu tinha a mente tão aberta que poderia ser feliz com qualquer pessoa que desse conta de me dar prazer.
Mas se tem uma coisa que eu tinha dificuldade, era de ver um cara e achar ele gostoso.
Eu amo que me fodam mas, eu amo peitos!
E embora eu saiba fazer um boquete gostoso me dava ânsia.
 
Quando fiquei com uma menina acho que com 15 anos, me senti realizada e a frente de qualquer amiga minha!
Mantive segredo para o meu diário até minha mãe ler e eu ter que dar uma volta nela para não entrar em nenhuma situação difícil.
Eu não tinha certeza do que ela queria ouvir, eu só sabia que foi bom e que talvez minha liberdade pudesse ser complicada para a minha mãe entender.
Eu pensei que eu era uma pessoa livre, e que as outras tinham suas mentes fechadas.
As coisas nem sempre foram lindas pela liberdade que tinha.
 
Mas um dia eu ouvi da pessoa que eu tenho mais carinho no mundo que 80% do que eu falava era sobre sexo.
De primeira eu ignorei, depois falei “Ok… Mas, isso é normal!” e ela respondeu que não, que não era, que existiam outras coisas no mundo das quais eu não me dava conta.
Fiquei pensativa. Não foi a primeira vez que me falaram isso mas, a forma como ela disse, tranquila mas, séria.Absorvi e não respondi.
 
Eu estava mudando de área no trabalho, indo para um setor novo.
Responsabilidade aumentando, medo. A ultima coisa que queria é que me olhassem torto pela quantidade do tempo que me ausentava para ir ao banheiro…
Ou me ausentar o suficiente para não conseguir fazer meu trabalho direito.
 
Isso ainda acontece.
 
E foi por causa do trabalho e da minha namorada que decidi procurar ajuda. 
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