Eu estava aflita com um relacionamento frustrado e incompleto que eu arrastava desde o ultimo ano da escola.
Então tive a brilhante idéia de escolher alguem totalmente aleatório da minha lsita de contatos no Facebook para conversar sobre e olhar de outra perspectiva a minha situação.

Escolhi P.D. Sempre a encontrava na casa de uma amiga ou quando estava com ela em algum lugar há alguns anos atrás.Passamos anos sem nos falar.

Depois desse dia continuamos nos falando regularmente ou mais do que isso. E num momento nada parecido com algo que eu faria, impulsivamente a chamei pra sair quando encontrei uma brexa.

Saímos algumas vezes.
Tinhamos uma vibe muito boa, que eu nunca tive com ninguem.
Estava acostumada com o “Tava pensando em irmos para o Motel” ou “Tô sozinha em casa”. Nunca fui de fazer amizades facilmente então preservava minhas amizades coloridas e colecionava ex.
Conversávamos muito e começamos a trocar bandas favoritas.
Ela também havia terminado um relacionamento há pouco tempo e sentia que tinha sido traída e mais tarde por uma coincidência, minha atual namorada conhecia a menina com quem a namorada da P. D. a traiu.
A confirmação da traição da ex dela foi a ultima coisa que conversamos, achei que devia contar pra ela o que soube afinal, colecionei chifres e sempre era a ultima a saber, achei que devia contar mesmo que parecesse recalque.
Sentia que por mais linda, fofa e gentil que ela fosse comigo e por mais que eu enxergasse todo o potencial do mundo em nós ela estava ligada a outra coisa muito mais forte.
Aquela velha história do não correspondido parcialmente, suficiente para te instigar te prender e ir embora.

Ser viciada em sexo é um tanto contraditório para alguem tão timida como eu.
As vezes acho que sou bipolar.
Conseguia conter minha vontade de transar loucamente com ela, aparentemente. Chegava em casa e me torturava sexualmente e amorosamente.
Eu tava na lama e achei alguem legal, isso me prendeu positivamente e depois negativamente pois vi mais uma oportunidade de ter um relacionamento indo embora.
Ela ia em casa eu fui na casa dela, trocamos pen drives, ela vinha fumar comigo, morava pertinho de casa e descobrimos mais um amigo em comum.
Foi ele que me ajudou a segurar a barra.
A primeira vez que percebi que não acabaria bem foi num dia que ela me deu um cano. Iamos sair, me arrumei tanto que parecia um CupCake. Toda Lady. Achei que nao chamaria atenção de outra forma. Por mais que a gente tente, nunca somos nos mesmos no começo. Queremos agradar.
Me senti um lixo, toda arrumada e abandonada.

Ficamos algumas vezes
E eu sou esse ser bizarro que poucos compreendem.
Tão mente aberta, tão tranquila para conversar sobre qualquer coisa sempre aflorando tanto minha compulsividade que poderia ser super Caminhoneira, pedreira e tudo de mais masculino, despreocupado e esteriotipado.
As vezes tão Meiga, timida e travada.
Perdi a conta de quantas vezes ouvi que vendi o produto errado por parecer uma coisa ser o contrario.
Eu levava na boa, achava que eu estava a frente dos conservadores e moralistas de merda, que eu transcendia vida! haha
As vezes isso me injuriava e eu não conseguia processar. E esse relacionamento passageiro foi um dos casos que me jogou no chão.
Percebi de cara que era furada, que não iria pra frente, que era pra curtir mas eu curtia tanto que achava um modo de escapar de tudo aquilo que eu passei com a minha ex e esse confronto com a minha compulsividade sexual e sossegar num relacionamento.

Solta e tranquila durante uma conversa soltei uma frase como “blá blá bater uma…”.
E então ignorando completamente o assunto em si ela disse que eu era linda mas, vulgar e que não combinava comigo.
Aquilo me atingiu como uma faca.
Primeiro achei que era brincadeira mas, percebi que não!
Aquilo não saía da minha cabeça.
Fiquei tão magoada com ela e mais ainda comigo, pois achei que o que ela dizia de alguma forma tinha fundamento.
Esse não foi o unico comentário que ela fez.
Estava de repente agindo como uma idiota sem controle nenhum das minhas emoções em relação a ela e ao que não ia acontecer.
Brigamos algumas vezes.
E por fim decidi nunca mais falar com ela.
Cheguei a receber uma mensagem da mesma, bem humorada mas questionando o meu sumiço.
Nunca respondi.
O fato de não ter sido correspondido nunca me incomodou depois que tudo passou.
Logo depois eu conheci minha atual namorada e fiquei em paz com o fato de ter sido rejeitada. Acontece né? Ja estive no lugar dela, no outro lado da história.
E a frustração de não dar certo fez com que eu agisse de forma mais auto destrutiva possivel.

Mas, o que mais me feriu e que fiquei pensando foi o julgamento descabido que ela fez sobre a minha pessoa mesmo por que meu jeito de falar com um amigo ou até alguem com quem eu esteja ficando não me torna vulgar, sou independente e dessa forma sou realmente a frente dessas mentes quadradas.
Se ela tivesse me conhecido mais aí sim, talvez eu entendesse o fato de ela me achar vulgar mas ainda tomei o cuidado para não ficar confortavel demais e espantá la.

É meio complicado tudo isso.
Tento ter uma idéia muito clara de que as pessoas fazem o que querem com seus corpos, mentes e como se comportam e falam não importa aos demais. Acredito na liberdade de cada ser, de ser quem quiser.

Se eu fosse uma pessoa comum nesse aspecto tudo bem. Esse pensamento iria prevalecer.
Acontece que isso só foi acumulado no topo de vários outros julgamentos de amigos ou não e dos meus próprios pensamentos.
Minha exautão e a forma como perdia o controle dos meus atos desesperados por prazer.

Hoje, depois de perceber que eu realmente tinha um problema, que aquilo me trazia problemas fez eu olhar pra traz com maior compreensão.
Talvez o fato dela ter passado por mim tenha feito eu enxergar certas coisas.

As vezes tenho uma vontade de falar pra ela tudo o que ficou engasgado.

Anúncios